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Posts de Outubro, 2008

Ubuntu Perfeito, agora em formato de script

Publicado por Daniel Carraro Tomasini em Outubro 16, 2008

O objetivo desse script é executa-lo uma única vez e deixar o Ubuntu pronto para uso segundo minhas próprias definições.

Ele segue a cartilha do artigo “Ubuntu Perfeito – versão 8.04″ e contém muitas novas adições. Eu tentei dar o esmero em vários pontos do script, por exemplo, alguns pacotes eu testo para saber se eles estão dentro do repositório e se não estiverem então faço o download diretamente dos arquivos .deb. Também é verificado se o pacote já não se encontra instalado antes de iniciar um download enorme. Muitas etapas como o suporte a mapeamento à unidades de rede requer que usuarios estejam dentro do grupo [fuse] e o script faz isso, idem para o VirtualBox [vboxusers] e programas que exibam o nivel de tinta de impressoras [lp].

Ele ainda não está terminado, mas estou disponibilizando para testes.
Não há nada de nocivo no script, ele é um monte de IFs, APT, WGET e só foi testado no Ubuntu Intrepid(8.10) e Ubuntu Hardy (8.04), mas suspeito que funcione em todas as distros baseadas em Debian.

Apesar de ter sido escrito em bash-script, ele faz pleno uso do utilitário chamado zenity que responsável por dar uma camada de interface gráfica ao dialogar com o usuário usando checkboxes, checklist, warnings e afins.

Baixe o script ubuntu-perfeito-20081010 e depois executar no terminal :

cd /local/onde/descarreguei/o/script
mv ubuntu-perfeito-[data].odt ubuntu-perfeito.sh
chmod a+x ubuntu-perfeito.sh
sudo ./ubuntu-perfeito.sh

Se você não é fã de uso do terminal, apenas renomeie o arquivo pelo próprio nautilus e clique em propriedades de arquivo e então ajuste a permissão para execução como é exibido na figura abaixo :

Depois disso, ainda com o nautilus aberto onde o script foi descarregado, basta clicar com o botão direito sobre o arquivo e escolher “Abrir com outra aplicação” como é mostrado na figura a seguir :

Depois escolha “Executar um comando personalizado” e digite “gksu bash” como é exibido na figura :

Lhe será solicitado a senha de administrador que você deverá fornecer :

Daí em diante, o script será executado normalmente e basta orientar-se pelas instruções na tela :

A relação de tarefas incluídas neste script são :
Acrescentando repositorio remastersys
Acrescentando repositorio Sun Microsystem VirtualBox
Acrescentando o repositorio WINE
Acrescentando o repositorio Google
Acrescentando o repositorio multimedia Medibuntu
Acrescentando repositório para KDE 4.1 atualizado
Acrescentando repositorio PPA for Clamav Update Team
Acrescentando o repositório PPA para o instalador do Ubuntu Games
Acrescentando o repositório Playdeb
Acrescentando o repositorio para o Skype
Acrescentando repositorio PPA para atualizacoes do compiz
Instalação e remoção de idiomas
Atualizando tabela de hardwares detectaveis
Instalando dependencias de compilação de módulos e programação
Componentes extras para o Firefox
Instalação do plugin flash shockwave versao 9 ou 10 para firefox
Instalando compiz e seus componentes auxiliares
Instalando temas para o OpenOffice
Instalando o parcellite
Instalando o parcellite no inicio de sessão dos usuarios do Ubuntu Intrepid
Instalando visualizadores de medidor de tinta para impressoras jatos de tinta e acrescentando usuarios selecionados no grupo [lp]
Instalando biscoito da sorte e modificando /etc/bash.bashrc para exibi-los
Instalando todos compactadores/descompacotadores de formatos populares
Instalando o remastersys
Instalando o unetbootin, que em complemento ao remastersys para gerar um LiveUSB
Instalando o Acrobat Reader 8.1.2 em português
Instalando o plugin para Acrobat chamado FileOpenPDF responsavel por visualizar PDFs protegidos por DRM
Instalando MS-CoreFonts
Instalando fontes truetype Liberation
Instalando muitas outras fontes
Instalando pacotes comum para multimedia
Instalando Codecs para o backend gstreammer 0.10
Instalando Codecs proprietários para mswindows (w32codecs)
Instalando o tocador multiformatos VLC
Instalando o tocador multiformatos MPlayer
Instalando o tocador multiformatos XINE
Estabilizando o XINE como backend preferido do TOTEM em detrimento do gstreammer(padrao original)
Instalando plugins para o TOTEM
Instalando o powertotem que acrescenta funcionalidades extras ao TOTEM
Determinando o backend responsável para tocar formatos multimedia no navegador
Instalando dvdcss e desativando de DRMs que bloqueiam players de DVDs
Instalando utilitarios de composição de dvd/videos/legendas
Instalando Sun-Java, o mais compativel de todos os javas
Instalando backends para uso de mapeamento de unidades de rede
Instalando frontend gráfico para cliente de FTP
Instalando cliente de bittorrent
Instalando o frostwire
Determinando se haverá icones auxiliares na área de trabalho
Instalando o cairo-dock e cairo-dock-plugins
Instalando o VirtualBox
Instalação de usuarios selecionados no grupo [vboxusers]
Verifica e recompila se necessario o modulo do virtualbox
Instalando o GoogleEarth
Corrigindo nome de pastas do GNOME- renomeação das pastas especiais em $HOME integrado ao GNOME, por exemplo, “Área de Trabalho” fica simplesmente “desktop”, “Música” fica “musica”, etc… sem acentos e minusculas. Esse ajuste pode valer para apenas um usuário ou todos.

Tem outras coisas que penso em adicionar e que já estão prontas como :

“r5u870″ “webcam ID 05ca:1870 (r5u870) usado no HP-Pavillion”
“microdia” “webcam ID 0c45:624f Microdia”
“syntek” “Webcam Syntek Semicon DC-1125″
“smartlink” “Smartlink e winmodens compativeis”
“modem_agere” “Winmodem Agere V92″

Mas que estou receoso de solta-los agora, porque módulos são muito mais complicados do que programas e requer mais tempo de testes.

Fonte: hamacker.wordpress.com

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Aplicativos em modo texto

Publicado por Daniel Carraro Tomasini em Outubro 13, 2008

Nem só de cat e ls vive o terminal. Por estranho que possa parecer, existem diversos aplicativos elaborados para o modo texto, que cobrem quase todas as principais áreas. Você poderia questionar a utilidade destes aplicativos, já que, afinal, existem aplicativos gráficos muito mais elaborados. Apesar disso, os aplicativos em modo texto conservam algumas vantagens importantes. Eles são mais leves, o que permite que sejam usados até mesmo em máquinas muito antigas, podem ser usados remotamente (via SSH ou outros meios) mesmo através de conexões lentas e podem também serem usados dentro de shell scripts, onde é possível combinar o trabalho de diversos comandos para realizar tarefas complexas.

Um gerenciador de arquivos completo como o mc consome apenas 2 MB de memória RAM, enquanto o centericq (cliente ICQ, AIM, etc.) consome pouco mais de 500 KB. Graças ao GPM, é possível utilizar o mouse na maior parte dos aplicativos de modo texto e muitos são baseados na biblioteca ncurses, o que permite incluir janelas, menus, etc., o que torna seu uso muito similar ao dos programas gráficos. Ao contrário da crença popular, pouca gente ainda roda aplicativos em terminais de texto puro, quase sempre eles são utilizados dentro de um terminal gráfico, lado a lado com outros aplicativos.

Vamos a alguns exemplos:

Navegadores: Entre os navegadores em modo texto, as atenções se dividem entre o Links e o Lynx, que apesar do nove parecido, são dois softwares bastante diferentes. Além de serem uma opção para casos em que você precise pesquisar alguma coisa em uma máquina onde o ambiente gráfico não está funcionando, eles servem também como opções de navegadores leves, que você pode usar em situações diversas. Por não carregarem imagens, arquivos em Flash ou perfumarias diversas, eles são uma opção para momentos em que a conexão está lenta. Para usá-los, basta chamá-los no terminal, seguido pela página desejada, como em:

$ links gdhpress.com.br

ou

$ lynx guiadohardware.net

A grande diferença entre os dois é que o Lynx reformata as páginas em uma única coluna (assim como fazem muitos navegadores para celular), enquanto o Links se esforça para manter a formatação original. De uma forma geral, o Lynx se sai melhor quando você está em um terminal de texto puro, com uma resolução de tela baixa e sem mouse, enquanto o Links é mais agradável de usar quando você está usando o navegador dentro de um terminal gráfico. Apesar de rodar no terminal, o Links suporta o uso do mouse, de forma que você pode navegar clicando nos links, como faria em qualquer navegador gráfico:

O Lynx oferece a vantagem de incluir um melhor suporte a Javascript, permitindo acessar um volume muito maior de páginas que exigem login ou usam recursos mais específicos. Ele é também capaz de utilizar as cores para diferenciar os elementos do texto, enquanto o Links é basicamente monocromático.

No Links, pressione F10 para abrir o menu de funções. Para que ele exiba os caracteres acentuados, mude o charset para “ISO 8859-1″ no “Setup > Character Set”. No mesmo menu está disponível também a opção de mudar a linguagem para Português do Brasil.

Em ambos, você pode usar as setas para a esquerda e direita para voltar e avançar e a tecla “q” para sair. Para abrir uma nova página, pressione a tecla “g”; para rolar a página use “Page Up” e “Page Down” e, para navegar entre os links, use os direcionais para cima e para baixo ou a tecla Tab.

Algo que pouca gente sabe é que o links pode ser utilizado também como um navegador gráfico (mesmo em um terminal de texto puro), tirando proveito do uso do frame-buffer. Para isto, basta chama-lo com o comando “links -g”.

Na maioria das distribuições, o pacote é compilado sem suporte a gráficos, por isso a opção não funciona (seria necessário baixar o código fonte e recompilar usando a opção “–enable-graphics” ao rodar o ./configure), mas no caso do Slackware é necessário apenas que o frame-buffer esteja ativado.

Outra dica, desta vez sobre o lynx é que ele pode ser usado como uma forma simples de converter páginas Web para arquivos de texto, que podem ser lidos no seu smartphone ou mp3player ou transportadas mais facilmente. Para isso, use o comando:

$ lynx -dump gdhpress.com.br > gdh.txt

Isto salvará a página index do site no arquivo texto.txt. Basta substituir o link pelo da página desejada. O arquivo de texto fica com a mesma formatação que você veria ao visualizá-lo em um terminal com o lynx. Os links no meio do texto são substituídos por números de referência ([01], [02], etc.) e as url’s aparecem no final do texto. Esse tipo de flexibilidade faz com que o lynx seja muito usado em shell scripts, sempre que é necessário extrair alguma informação de uma página web.

Outra dica é que você pode visualizar arquivos de imagem no terminal usando o comando fbi, como em:

$ fbi imagem.jpg

Ele exibe a imagem no terminal usando o frame buffer, assim como ao usar o “links -g”. Para voltar ao terminal, pressione Esc.

Download de arquivos: O wget é um gerenciador de downloads bastante competente, que oferece um grande volume de opções, todas usadas via linha de comando. Isso faz com que ele seja uma opção muito prática para download de arquivos em geral, já que você pode copiar a URL

O uso mais básico é usar o wget seguido da opção “-c”, que faz com que ele continue o download caso interrompido, como em:

$ wget -c link

Se precisar interromper o download, pressione Ctrl+C para parar e em seguida use o histórico (seta para cima) para executar novamente o comando e continuar de onde parou. Caso o arquivo já esteja completo, ele exibe um aviso e não faz nada.

Se você precisar baixar vários arquivos em sequência, como em casos em que você precisa baixar os vários CDs de uma distribuição, use o ponto e vírgula para separar vários comandos do wget, como em:

$ wget -c url1; wget -c url2; wget -c url3; wget -c url4

Isso faz com que os 4 arquivos sejam baixados em sequência, um de cada vez. Se quiser falar difícil, você pode fazer a mesma coisa usando:

$ for i in url1 url2 url3 url4; do wget -c $i; done

Este é na verdade um mini shell script, que faz com que ele execute o comando “wget -c” para cada uma das urls especificadas, armazenando o valor de cada uma na variável “$i”. Esta é uma função simples, que é muito usada em situações que você precisa rodar o mesmo comando repetidamente.

Continuando, caso a conexão esteja ruim e a transferência esteja parando freqüentemente, você pode especificar um timeout usando a opção “-T”, ela faz com que o wget reinicie a transferência caso não receba dados dentro do tempo especificando (em segundos), repetindo o processo até conseguir baixar o arquivo, como em:

$ wget -c -T 30 link

Uma dica é que você pode selecionar a URL do arquivo a ser baixado na janela do navegador e colar o texto no terminal usando o botão central do mouse. Se você estiver usando o konsole ou o gnome-terminal, você pode também colar o texto da área de transferência clicando com o botão direito sobre o terminal e usando a opção “colar”.

Mensagem: Por estranho que possa parecer, você pode usar o MSN, ICQ e até mesmo o Gtalk (que na verdade utiliza o protocolo Jabber) em modo texto, graças ao CenterICQ, disponível no: http://thekonst.net/centericq/

Embora a interface não seja exatamente simples de usar, ele é surpreendentemente completo do ponto de vista dos protocolos suportados, oferecendo suporte a todas as principais redes. Você encontra o pacote para o Slackware no http://www.slacky.eu.

Outro exemplo de cliente multiprotocolo é o Pebrot, disponível no: http://pebrot.sourceforge.net/. A interface é muito mais simples, mas ele oferece como ponto forte a possibilidade de ser controlado através de comandos, o que permite usá-lo dentro de shell scripts. Com isso, você pode criar bots simples para monitorar o status dos contatos, mandar mensagens automáticas e assim por diante.

MP3 e CD: O utilitário mais simples para tocar arquivos de áudio via terminal é o mpg123, que pode ser chamado diretamente no terminal, seguido do nome do arquivo a tocar, como em:

$ mpg123 arquivo.mp3

Você também pode tocar uma playlist através do comando “mpg123 -@ arquivo”. A playlist pode ser gerada através de vários programas tocadores de mp3. No XMMS, por exemplo, você precisa apenas clicar com o botão direito sobre a janela do editor de playlists e em “salvar lista” para gerar a playlist da lista de faixas atual. Se por acaso o comando não estiver disponível, procure pelo pacote “mpg123″.

Uma opção mais elaborada é o Orpheus (do mesmo criador do CenterICQ) que pode ser baixado no http://konst.org.ua/orpheus. Ele é capaz de tocar tanto MP3 quanto CDs de áudio e oferece uma interface pseudo-gráfica, baseada no ncurses, com menus e tudo mais.

Gerenciamento de arquivos: Em termos de gerenciamento de arquivos, o mc é sem dúvidas a melhor opção. Ele é também baseado no ncurses e suporta o uso do mouse. A interface é baseada em teclas de atalho e é um pouco complicada de usar no início, mas o volume de opções disponíveis permite executar muitas operações que não são possíveis ou não são práticas mesmo em gerenciadores gráficos, como o Konqueror e o Nautilus. Essa combinação de funções e leveza faz com que ele ainda seja bastante utilizado:

O mcedit (o editor de textos) surgiu originalmente como um módulo do mc, destinado a visualizar aquivos de texto, mas eventualmente acabou ganhando vida própria, passando a ser usado separadamente. De qualquer forma, os dois continuam ligados: para instalar o mcedit, você precisa instalar o pacote “mc”, que inclui também o gerenciador de arquivos.

Screenshots: Você pode tirar screenshots via linha de comando usando o import, utilitário incluído na maioria das distribuições. Naturalmente ele se aplica apenas quando você estiver usando um terminal dentro do modo gráfico. A sintaxe básica é:

$ import tela.png

Ao executar o comando, o botão do mouse virará um cursor. Desenhe um retângulo na parte da tela que você deseja capturar e ela será automaticamente capturada e salva no arquivo “tela.png” no diretório corrente. Se você preferir capturar o conteúdo de uma janela, basta clicar sobre a barra de título. Se por outro lado você quiser um screenshot da tela toda, não apenas de uma janela, adicione a opção “-windows root”, como em:

$ import -window root tela.png

O formato de compressão das imagens é especificado diretamente no nome do arquivo. Nos exemplos salvei as imagens em .png, mas para salvá-las em .jpg basta alterar a extensão do arquivo gerado, “import imagem.jpg” por exemplo.

A principal vantagem do import é que ele pode ser chamado a partir de scripts. Você pode por exemplo agendar um trabalho no cron para tirar um screenshot a cada minuto por exemplo e assim poder monitorar o que está sendo feito no PC.

Bittorrent: Você pode baixar arquivos via bittorrent em modo texto usando o btdownloadcurses e o btlaunchmanycurses, que são destinados a, respectivamente, baixar apenas um arquivo e baixar diversos arquivos .torrent dentro de uma pasta. A sintaxe para especificar opções adicionais é um pouco complicada e você vai sentir falta de algumas funções especiais disponíveis nos clientes gráficos mais elaborados, como a possibilidade de encriptar a transmissão, mas eles atendem bem à função básica, que é baixar os arquivos. Ambos fazem parte do pacote “bittornado”, que no Slackware está disponível dentro da pasta “/extra/bittornado”.

O uso básico é usar o btdownloadcurses seguido pelo arquivo a ser baixado, como em:

$ btdownloadcurses openSUSE-11.0-DVD-i386.torrent

Como de praxe, você não precisa necessariamente digitar o nome do arquivo, pode usar um “ls” e em seguida copiar e colar usando o botão central do mouse, ou simplesmente usar a tecla TAB para completar o nome do arquivo. Caso precise baixar arquivos com caracteres especiais, coloque o nome entre aspas simples (’), isso faz com que o shell deixe de interpretar os caracteres especiais. Para encerrar o download, pressione Ctrl+C.

Caso precise baixar vários arquivos de uma vez, coloque todos dentro de uma pasta e, dentro dela, use:

$ btlaunchmanycurses ./

Ele monitora o conteúdo da pasta, ativando novos arquivos que forem copiados para dentro dela e desativando o compartilhamento de arquivos removidos. Isso permite que você deixe um terminal aberto, rodando o btlaunchmanycurses e vá simplesmente copiando novos arquivos .torrent que quiser baixar para dentro delas, sem precisar fechar e abrir novamente o btlaunchmanycurses para cada alteração.

Para limitar a taxa de upload, adicione a opção “–max_upload_rate”, seguida pela taxa máxima desejada (em kbytes), como em:

$ btdownloadcurses –max_upload_rate 32 openSUSE-11.0-DVD-i386.torrent

ou:

$ btlaunchmanycurses ./ –max_upload_rate 16

Como pode ver, no caso do btdownloadcurses, o parâmetro vem antes do nome do arquivo e no caso do btlaunchmanycurses vem depois. O bittornado é uma versão aprimorada dos clientes bittorrent originais, que fazem parte do pacote “bittorrent”. O pacote inclui também outros utilitários relacionados, como o “bt-t-make” (usado para criar torrents) e o “bttrack” (que permite compartilhá-los, usando seu PC como tracker), além do “btdownloadgui”, que é um cliente gráfico.

Vídeo: O Mplayer é um dos players de mídia mais usados no Linux. Existem diversas interfaces para ele, tais como o Gmplayer e o Kmplayer, mas na verdade o Mplayer pode ser usado diretamente via linha de comando, basta usar o comando “mplayer”, seguido do arquivo a exibir, como em:

$ mplayer video.avi

Para exibir um DVD (para assistir DVDs protegidos, é necessário que o pacote libdvdcss esteja instalado), o comando básico é:

$ mplayer dvd://1

A página de manual do mplayer (man mplayer) inclui um volume absurdo de parâmetros e opções que podem ser adicionados. Para assistir o DVD com o áudio em Inglês e as legendas em Português, abrindo o filme diretamente, sem passar pelo menu inicial, o comando seria:

$ mplayer dvd://1 -alang en -slang pt

Originalmente, executar estes comandos faz com que ele abra uma nova janela e passe a exibir o filme, como qualquer outro aplicativo gráfico. A linha de comando no caso serve apenas para controlar o aplicativo.

A parte engraçada começa quando você começa a brincar com as opções de saída do Mplayer, que permitem que ele seja usado mesmo em um terminal de texto puro. Algumas mini-distribuições, como, por exemplo, o emovix, utilizam estas opções para exibirem vídeos mesmo sem ter o X instalado. Alguns exemplos de comandos para assistir aos vídeos a partir do modo texto são:

$ mplayer -vo svga filme.avi

Este comando usa o driver SVGA, que funciona na maioria das placas, exibindo o filme em tela cheia. Para usá-lo, é necessário que os módulos “svgalib” e “svgalib_helper” estejam carregados. Caso o mplayer reclame que não consegue abrir o device “/dev/svga”, experimente carregá-los usando o comando “modprobe”.

$ mplayer -vo vesa filme.avi

Este segundo comando usa o driver VESA, que funciona em algumas placas que não são compatíveis com o driver SVGA.

$ mplayer -vo fbdev filme.avi

Esta terceira opção é baseada no uso do frame-buffer, o mesmo recurso que é usado para exibir imagens no terminal. O uso de processamento é maior que no VESA e no SVGA, mas isso não é problema para as máquinas atuais. A principal dica é que para usar a opção “-vo fbdev”, o lilo ou grub deve ter sido configurado para usar 16 bits de cor (os valores “785″, “788″ ou “791″). O Slackware usa 256 bits por padrão, o que faz com que o Mplayer exiba um erro e aborte a exibição.

$ mplayer -vo aa filme.avi

Se você estava achando estranho assistir vídeos diretamente no terminal, se prepare para o driver mais curioso. A opção “-vo aa” faz com que o vídeo seja exibido usando caracteres de texto, transformando o vídeo em uma espécie de ASCII art anabolizado. Ela na verdade não tem muito uso prático, já que a qualidade é muito ruim, mas não deixa de ser um truque interessante:

Fonte: www.gdhpress.com.br

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Entendendo Ameaças Ocultas: Rootkits e Botnets

Publicado por Daniel Carraro Tomasini em Outubro 8, 2008

O US-CERT publicou uma artigo, entitulado “Cyber Security Tip ST06-001 – Understanding Hidden Threats: Rootkits and Botnets”, muito importante para internautas e profissionais ligados a tecnologia da informação, que busca melhor orientar usuários de computadores e da Internet quanto aos efeitos e as boas práticas no combate e prevenção de Rootkits e Botnets.

Por Mindi McDowell, Tradução Julio Dutra.

Atacantes continuam procurando por novos caminhos para acessar sistemas computadorizados. O uso de métodos ocultos como rootkits e botnets está aumentando, e Você pode ser uma vítima mesmo sem imaginar.

Um rootkit é um pequeno software/programa que pode ser instalado e ocultado em seu computador sem seu conhecimento. Ele pode ser imbutido em um pacote maior de software ou instalado em seu computador através de uma vulnerabilidade em seu computador, talvêz convencendo Você a baixá-lo e instalá-lo (engenharia social). Rootkits não são necessariamente maliciosos, mas podem ocultar atividades maliciosas. Atacantes podem estar roubando informações, monitorando suas ações, modificando programas, ou realizando ações em seu computador, tudo isso sem ser detectado.

Botnet é um termo derivado da idéia de redes de robôs. Em sua forma mais básica um bot é simplesmente um programa de computador autônomo, ou robô. No contexto de botnets, bots se referem a computadores que possam ser controlados por uma ou mais fontes externas. Um atacante usualmente ganha o controle infectando o computador com um vírus ou outro código malicioso que lhe dá acesso. Seu computador poderá fazer parte de uma rede de bots mas aparentemente parecerá normal. Botnets são utilizadas para uma gama bastante abrangente de atividades, do envio de spam e distribuição de vírus, à ataques de negação de serviço.

Botnets e Rootkits são considerados ameaças principalmente por serem ocultos. Apesar de Botnets não serem ocultos da mesma forma que Rootkits, são também indetectáveis. Se um Rootkit está instalado em seu computador, Você provavelmente não está a par disto, inclusive anti-vírus convencionais também não estão preparados para estas formas de código maliciosos. O que torna mais difícil a detecção destes programas é que eles ainda estão sendo criados para atualizar a sí próprios.

Atacantes podem utilizar Rootkits e Botnets para acessar e modificar informações pessoais, atacar outros computadores, e cometer outros crimes, todos enquanto estão indetectáveis. Utilizando múltiplos computadores, atacantes aumentam o impacto de seus crimes. Pelo fato de uma Botnet possuir diversos computadores executando o mesmo comando, um atacante pode ter cada bot escaneando múltiplos computadores por vulnerabilidades, monitorando atividade online, ou coletando informações digitadas em formulários online.

Não é difícil se precaver dessas ameaças. Se Você já pratica boas medidas de segurança reduz em muito o risco de ter seu computador comprometido:

* Utilize e mantenha um antivírus que reconheça e proteja o computar contra os vírus mais conhecidos, assim Você tem a chance de detectar e remover programas maliciosos antes de causar algum dano. Pelo fato de os criadores de vírus estarem continuamente criando novas versões de seus vírus, é importante manter a biblioteca do antivírus sempre atualizada. Algumas empresas fornecedoras de antivírus ainda disponibilizam ferramentas exclusivas ao combate de rootkits, vale conferir;

* Alguns Firewalls são capazes de prevenir alguns tipos de tráfego malicioso e bloquear infecções antes que entrem no computador, limitando também o tráfego enviado pelo seu computador, caso este já esteja comprometido. O sistema operacional Windows já possue Firewall. Certifique de estar habilitado e corretamente configurado;

* Selecione senhas que sejam difíceis de serem descobertas por atacantes, e utilize senhas diferentes para serviços e equipamentos diferentes. NUNCA escolha “salvar senha neste computador”.

* Instale patches corretivos, então atacantes não poderão tomar vantagem de problemas conhecidos ou vulnerabilidades. Muitos sistemas operacionais oferecem atualizações automáticas, se esta opção estiver disponível, habilite.

* Siga as boas práticas de segurança. Tome as precauções apropriadas quando utilizar e-mail e navegadores, para reduzir o risco de suas ações iniciarem uma infecção.

Se Você tiver um Rootkit em seu computador, ou um atacante estiver utilizando seu computador em uma Botnet, Você pode não saber. Mesmo se Você descobrir que é uma vítima, é muito difícil para a maioria. O atacante pode modificar arquivos em seu computador, e a simples remoção do programa malicioso pode não remover o rootkit por completo, e não resolverá o problema. Se Você suspeita ser uma vítima, procure ajuda com um profissional.

Uma alternativa é utilizar software desenvolvidos por fabricantes de antivírus específicos para remover Rootkits. Se isto não resolver, Você vai precisar formatar e reinstalar o sistema operacional. Só uma formatação pode remover todos os arquivos do sistema, inclusive os infectados. Portanto, não basta fazer uma recuperação do sistema através de “Discos de Recuperação”.

Link para o artigo original.

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